Ribeirão Grande

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História

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Sua origem está intimamente ligada com municípios vizinhos, fazendo parte da formação de toda uma região. Seu território foi densamente habitado por indígenas em diferentes estágios de ocupação humana, milhares de anos até o encontro com portugueses e espanhóis.

Ribeirão Grande desenvolveu-se por diversos ciclos econômicos: exploração do ouro, tropeirismo, mineração, agricultura e turismo. Ainda hoje em seu território encontram-se preservados vestígios de construções compostas de pedras capote que desviavam os rios e cursos de água conhecidos como Encanados e uma construção de taipa de sopapo chamada “Casa Grande”, datada do século XVIII.

Sua origem vem de uma região conhecida como Minas do Paranapanema, cujo primeiro registro que se tem notícia data-se de 1717. Arraial Velho, de localização imprecisa, ficava entre as cabeceiras do Rio Paranapanema, Rio das Almas e Rio São José e foi o primeiro povoamento das Minas do Paranapanema.

Na formação de Ribeirão Grande, embora existiam outros povoamentos antigos como Barreiro Cabral, Ferreira dos Matos e outros, destacam-se três núcleos principais: Freguesia Velha, Três Marias e o “Criador”.

Freguesia Velha é o segundo povoamento das Minas do Paranapanema e também foi o núcleo que deu origem à sede do município de Capão Bonito. Esse local já estava em atividade por garimpeiros desde 1735 (Almeida 1959, p. 263). Devido a vida sofrida no Arraial, a pedido do padre Manoel Luiz Vergueiro (Carneiro, 1850, f. 8) foi realizada a transferência da capela da Nossa Senhora da Conceição do Arraial Velho para essa nova localidade em 1746, no ponto de confluência entre os córregos Lavapés e Ribeirão do Chapéu à margem direita do Rio das Almas, que passou a ter o mesmo nome, “Nossa Senhora Conceição do Paranapanema”, recebendo depois o nome de Freguesia Velha.

Buscando prosperidade, a sede dessa freguesia foi transferida em 1843 para uma nova área da fazenda Capão Bonito, doada à igreja por Pedro Xavier dos Passos, vulgo Sucury. O vigário da Paróquia, Padre Manoel Álvares Carneiro, edificou no terreno doado uma capela, para onde foi transferida a sede paroquial, em 19 de fevereiro de 1843 e onde foi organizada a vila denominada Nossa Senhora da Conceição do Paranapanema. E no mesmo ano, foi elevada a Distrito de Paz com o nome de Capão Bonito do Paranapanema. A localização da Freguesia foi sendo chamada de Sumidouro, por causa doe uma grande e famosa gruta que tinha esse nome. Em 1974 se instalou no lugar uma companhia de mineração de calcário e argila e a construção de uma fábrica de cimento.

Enquanto isso, o movimento do tropeirismo já vinha há mais de meio século expandindo seus canais de comércio na região do Paranapanema. A medida em que a atividade de mineração ia minguando na Freguesia Velha, outro núcleo de povoado foi se concentrando às margens do Rio Ribeirão Grande, em torno da Casa Grande, atual bairro dos Cruzes, por volta de 1780.

Segundo José Hipólito da Cruz, “Zé Tomás” que registrou relatos de seu amigo Joaquim Eugênio, o bairro dos Cruzes no começo de seu povoamento chamava-se Bairro 3 Marias, porque havia três moças com o nome de Maria que cuidavam de um caminho que por baixo da mata chegava até ao bairro Ribeirão Grande. “Naquela época Ribeirão Grande ainda não era nem distrito de Capão Bonito”, acrescenta Tomás. A primeira igreja do bairro era construída de barro no lugar onde hoje se concentra o antigo cemitério das crianças e era conhecida por Capela da Nossa Senhora de Belém. A povoação formada ao redor da Casa Grande era na sua maioria formada por membros da família Cruz, que acabou por nomear o bairro a que originou. A Casa Grande é uma construção de taipa de sopapo, o único remanescente desse tipo, um símbolo de fundação do município de Ribeirão Grande.

A Casa destaca-se como exemplo de arquitetura colonial, cujas paredes eram feitas de vigas de madeira e argila socada com as mãos, forma típica de construção durante os séculos XVIII e XIX. A argila era um dos poucos materiais disponíveis e encontrado em todo lugar durante aquele tempo, e, portanto, era amplamente utilizada nas construções e cobertura das casas. A Casa Grande, além de abrigar a família Cruz, caracterizava-se por ser uma “venda” ou posto de trocas, utilizado por tropeiros que se dirigiam ao sul do país ou pelos “caçadores” de ouro de aluvião das Muralhas de Pedras ou Encanados, dos Rios das Almas, das Conchas e do Ribeirão Velho, no século XVIII. É patrimônio tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado – CONDEPHAAT.

O povoado de Ribeirão Grande foi se desenvolvendo em torno de uma capela construída em devoção ao Bom Jesus, numa área chamada de “Criador”.

Em 1918, os proprietários confrontantes Pedro Augusto de Lima, Joaquim Amantino Ferreira, José Carmo de Proença e Manoel Silvério Ferreira, em comum acordo, fecharam uma área com terreno menos acidentado, denominada “Criador”, que com autorização dos mesmos ia sendo habitada. Em julho de 1922 surge o primeiro morador do criador, Joaquim de Freitas e em 1933 o segundo, Francisco Silvério, que junto com os confrontantes do mesmo construíram uma capela e puseram como padroeiro deste patrimônio o Bom Jesus.

Somente em 1936, surgiu a primeira estrada para carros, e as duas primeiras classes escolares, cujas professoras foram Jacyra Landin Stori e D. Iracema.

Em 1938 foi construída a igreja do padroeiro Bom Jesus no local da capela, iniciativa do padre João Moderiano, pertencendo a paróquia Nossa Senhora da Conceição de Capão Bonito. Mais tarde em 2 de janeiro de 2011 é fundada a Paróquia Bom Jesus de Ribeirão Grande.

Em 1945 surge o cemitério no alto do morro, iniciativa de Paulino Amantino.

A partir de 1845, aproveitando o comércio em desenvolvimento em Capão Bonito, os meios de vida da população de Ribeirão Grande passaram a ser a produção e comércio de cereais e algodão, e já nessa época desenvolviam o espírito de cooperativismo. A sede começou a crescer surgindo mais habitações ocupando uma área de cerca de 10 alqueires.

Pertencente até então ao município de Capão Bonito, o bairro Ribeirão Grande foi elevado a Distrito em 1964 e conquistou emancipação político administrativa em 1991. Em 1992 teve as primeiras eleições municipais e em 1993 foi implantado, com a primeira gestão administrativa municipal. Comemora-se o aniversário de Ribeirão Grande em 19 de maio, data da realização do plebiscito em 1991 referente à emancipação do Distrito de Ribeirão Grande.

Diante de todos esses processos, a tradição cultural e gastronômica tornou o município conhecido em todo Estado.

Uma das mais antigas tradições de nossa cidade é o fandango, uma dança cantada e sapateada, que chegou a nossa região através dos tropeiros que vinham do sul do país até o sudoeste paulista trazendo tropas de muares.

O fandango era realizado após os mutirões que eram trabalhos coletivos que envolviam o bairro, por exemplo, uma roçada e a noite era realizado o fandango que ia até o raiar do dia, acompanhados de uma típica gastronomia. Dessas receitas familiares destaca-se o tradicional prato ribeirão grandense, o famoso Rojão, hoje reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Ribeirão Grande.

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